Juan Arias

Las mujeres empiezan a dominar la medicina en Brasil

Por: | 19 de agosto de 2013

Medica
La medicina en Brasil está llevando a cabo un cambio histórico jamás vivido en el pasado. Un planeta que había estado fundamentalmente en manos de los varones, empieza a ser poblado por el mundo femenino.

Hoy, entre los médicos con menos de 29 años las mujeres son ya mayoría, un 54%  y según los especialistas, el fenómeno está llamado a aumentar rápidamente. Entre esa mayoría de médicos mujeres ellas dominan áreas como dermatología (72%); pediatría (70%), endocrinología y genética (64%). Son aún minoría por ejemplo en urología, ortopedia y cirugía en general

Estos datos que indican una tendencia a la feminización de la medicina en este país son el resultado de dos trabajos inéditos de la Universidad de Sâo Paulo (USP) que analizaron bancos de datos del Consejo Federal de Medicina (CFM) y del Censo de Educación Superior del Instituro Nacional de Estudios e Investigaciones Educacionales (Inep), dados a conocer por Folha de Sâo Paulo.

Al mismo tiempo  que la mujer empieza a dominar numéricamente el campo de la medicina en Brasil, se advierte sin embargo que son las mujeres médicas las que presentan peor calidad de vida en su trabajo, como mayor cansancio, tristeza y desánimo e insatisfacción con la vida afectiva y sexual, quizás, afirman los expertos, porque tienen que conciliar el trabajo con exigencias familiares.

Otro hecho importante y ambivalente en el trabajo de las médicas cada vez más numerosas en en este país, es que por una parte son más propensas a escuchar mejor al enfermo, a involucrarse más con su historia, algo que, al mismo tiempo se convierte en un factor psicológico de estrés afectivo.

Según la pediatra, Patricia Tempski, ante los problemas de un enfermo, el médico varón puede más fácilmente “minimizar”, “no ver”. La mujer, al revés, se identifica más fácilmente con el dolor ajeno.
Una de las ventajas de las mujeres actuando en la medicina es que ellas “trabajan mejor en equipo”, algo que se revela cada vez más productivo en todos los campos del trabajo.

El hecho de que la mujer se incline cada vez más por la medicina que los varones se debe también, según el anestesista brasileño, José Otávio Auler Junior, tiene razones “culturales y de mercado”. Los hombres, en efecto, al escoger una facultad se inclinan cada vez más por profesiones que “den más dinero”, por ejemplo en el campo de los negocios, mientras que la mujer “que tiene una vocación natural a cuidar de las personas", no tiene esa preocupación financiera inmediata.

A pesar de todo, en Brasil, como en casi el resto del mundo, también las mujeres médicos, en igualdad de trabajo, siguen ganado cerca de un 30% menos que los hombres.

En Brasil, los médicos son hoy cerca de 400.000. En total, la mayoría sigue siendo masculina (58,7%), pero como la tendecia de los jóvenes a escoger la facultad de medicina es ya mayoritariamente femnina se calcula que en pocos años, la medicina pueda estar mayoritariamente en manos de las mujeres.

En este momento, Brasil sufre una falta grave de médicos en las zonas más pobres periféricas del país donde los médicos se resisten a trasladarse, según ellos porque en dichos lugares no existen infraestructuras médicas mínimas para ejercer la profesión..

Ello ha llevado al gobierno de la presidenta Dilma Rousseff a lanzar el programa "Más médicos", ofreciendo un sueldo de 10.000 reales (unos 5.000 dólares) a los médicos que escojan ir a ejercer a esos lugares más alejados y czarentes.

Fueron convocados para el programa médicos brasileños y extranjeros, pero por ahora las adhesiones llegadas al gobierno  apenas su cubren un 10% de las peticiones de los alcaldes de las ciudades con necesidad de médicos. El gobierno, sin embargo, continuará insitiendo.

Los médicos extranjeros que se inscriven en el programa tienen que comprometerse, además, a trabajar tres años en esos lugares más pobres.

Médicos

Hay 10 Comentarios

LOS HOMBRES BRASIULEÑOS CONTINUAN DOMINANDO LO QUE REALMENTE DA EL PODER Y LA RIQUEZA: PROPIEDAD Y ALTA DIRECCIÓN DE LAS GRANDES Y MEDIANAS EMPRESAS, ALTO FUNCIONARIADO, POLITIQUERIA, INGENIERIAS, ARQUITECTURAS, TELECOMUNICACIONES E INFORMÁTICA

La mujer, por naturaleza, es médica... mi madre no había estudiado, incluso aprendió a leer por su cuenta, y era una experta en sanaciones, haciendo uso de hierbas y demás elementos de una especie de farmacología natural. Quizás ese don les viene, a casi todas las mujeres, porque sus úteros son verdaderas fábricas de criaturas.

Cuanta injusticia em las cartas enviadas al Sr. Arias.... Em todo este tinglado falta um pequeno detalle: No se há preguntado al Pueblo llano si quiere o no médicos extranjeros.. La lida está entre el Miniosterio de sanidade y el Consejo federal Médico....Esa conversación deja al boy dormido y al ciudadano muerto. Um médico tuvo la falta de ética de afirmar que los médicos cubanos no son Buenos. Vamos, que han falado em Venezuela (?) etc. Cuantos médicos em Brasil han matado pacientes por falta de conocimiento? Se formaron en Facultades mercantilistas. Quiero um médico en mi Pueblo. De família, para gripe, cólicos, dolor de tripas, cosas así. Y Patino: Lula no es salvaje. Se nota que no has salido del sótano!!! Anda chaval...!!!

Sr. ,Arias:
Transcrevo uma carta de uma medica de Cabo Frio para a Presidenta Dilma:
Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.

Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...

Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.

Por que comprei?

Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.

Você sabe o que é puxadinho?

Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?

Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?

Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.

Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.

Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada.

Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer.

Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.

Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele.

Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?

Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?

De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?

A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.

Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!

E você sabe bem disso.

Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo.

As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas.

Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!

O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!

Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.

Quer um conselho?

Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!

Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!

Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!

Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!




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Se cuidem de cair doentes nas maos de médicos no Brasil. Cada vez mais, há médicos brasileiros que vêm de fazer cursos de medicina na Bolivia, no Paraguai e por aí vai, sem preparo algum, pouco profissionais e sem conhecimentos. Sao esses mesmos caras que foram reprobados no Brasil no vestibular e decidiram fazer curso de medicina nessas republiquetas bananeiras, quase de graça e sem condiçoes. Logo já no Brasil nem sabem aplicar uma vendagem. Puta merda de sistema de saúde. Ainda bem que já nao estou aí. Embora na Espanha estao fazendo mêritos para acabar da mesma maniera que no Brasil. Porco mondo cane!

Pues yo conozco un porrón de médicos jóvenes y no tan jóvenes que han echado la solicitud para irse al Brasil a ejercer la medicina.

Para el Pais el sistema publico de salud en Brasil es maravilloso.Lameculos siempre ha habido en este mundo.

Cada vez más los pensadores confian menos de los datos llamados científicos, no obstante los hechos sociológicos de la entrada feminina en el mercado se ve facilmente.
Por mi profisión he acompanhado a universitários de todas las profisiones y reconozco contigo el aumento de mujeres em las profisiones que parcelas particulares de los hombres.
Hace mas de cuatro años que uma médica em España y yo aqui realizamos una investigación conjunta en hospitales de Brasil y de España sobre condiciones de trabajo em las CTI y el constrangimento de relaciones entre médicos y enfermeiros. No publique a qui el resultado por miedo a la corporación médica.
Faltan médicos y faltan condiciones de trabajo, pero sobretodo falta compromiso social y dedicación al trabajo serio de culquier profissional. Ser feminino o masculino pienso que es algo contingen. Lo essencial es ser honestos e responsables.

Sou médica, formada há 30 anos. Trabalhei por uns tempos no SUS. Para exercer minha especialidade, eu tinha que comprar o material para usar nos pacientes, porque tudo no serviço público tem que ser licitado: compram o mais barato. Com o mais barato, eu não dei conta de trabalhar. Mas tudo bem, eu comprava, levava, fazia um trabalho da mais alta qualidade, trabalhava feliz!.
Um belo dia, a diretora do hospital, ligada ao PT me chamou na diretoria e disse assim: você tem de parar de usar o seu material, tem que usar o que te oferecemos, porque um dia pode nos processar. O que é que você está fazendo aqui, no SUS, se ganha muito mais na sua clínica privada?
Fui embora e lamento não ter gravado a conversa com esta diretora para mostrar nos jornais. O médico trabalha sem a menor condição de trabalhar no SUS. O ministro Padilha é um demagogo barato, que não entende nada de Medicina, está querendo ser prefeito de São Paulo. E a nossa presidente que eu ajudei a eleger não passa de uma descabeçada. Tristeza profunda.
Uma coisa importante, Sr Juan Árias: quando fala de mulheres na Medicina, há que falar das médicas petistas que militaram no partdo e tem um cargo garantido nas administrações públicas, nos hospitais. Cascavéis!
Aliás, em Medicina existe uma regra que vale para todas as "gestoras" cascaveis, militantes petistas e ignorantes, para este ministro médico enlouquecido e incompetente: quem sabe, faz: um cirurgião que opera, um clínico que raciocina, um obstetra que controla uma gravidez de alto risco. Quem não sabe (inclusive as mulherzinhas) cagam regras nos cargos políticos. Literalmente cagam sujando e apodrecendo a classe médica no Brasil

Estimado Sr. Arias:
El problema, realmente, como bien lo muestran las pancartas, no es la falta de medicos y si la falta de condiciones minimas de trabajo, este realmente un problema crónico que se acentúo en los gobiernos petistas, ya que Lula con su elocuencia salvaje e ignorante declaró que el sistema de salud en Brasil estaba cerca de la perfección, eso evidentemente porque él nunca piso en un hospital publico.
Sólo ofrecer un salário de $ 5,000.00 no es suficiente para atraer médicos jóvenes o recién graduados que sienten necesidad de continuar aprendiendo con sus colegas o con profesionales de más experiencia que desgraciadamente no están disponibles en las zonas rurales donde van a ejercer la profesión.
El atendimiento de los SUS es extremamente precário y se transforma en un castigo para la población de bajos recursos que dependen de él. Tener que acudir al sistema de Salud Pública, para atendimiento, de madrugada, en la esperanza de recibir un número que permita ser atendido en ese dia es muy cruel y deshumano.
Siempre con admiracion,
George Patino

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Sobre el autor

es periodista y escritor traducido en diez idiomas. Fue corresponsal de EL PAIS 18 años en Italia y en el Vaticano, director de BABELIA y Ombudsman del diario. Recibió en Italia el premio a la Cultura del Gobierno. En España fue condecorado con la Cruz al Mérito Civil por el rey Juan Carlos por el conjunto de su obra. Desde hace 12 años informa desde Brasil para este diario donde colabora tambien en la sección de Opinión.

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